É uma doença inflamatória crônica que afeta os tecidos conjuntivos, caracterizando-se pela inflamação das articulações da coluna, quadris, ombros e outras regiões.
O diagnóstico e tratamento precoce e adequado consegue tratar os sintomas como a inflamação e a dor, assim como estacionar a progressão da doença e sua complicações, mantendo a mobilidade das articulações acometidas. Se não tratada, pode tornar-se incapacitante
A causa da espondilite anquilosante ainda é desconhecida. Ela afeta mais os homens do que as mulheres e surge normalmente entre os 20 e 40 anos.
Dores na coluna surgem de modo lento ou insidioso e persistem por mais de três meses, abranda com o movimento e piora com o repouso e está associada à rigidez matinal da coluna, diminuindo de intensidade durante o dia.
Costuma também, causar dor nas nádegas, se irradiando pela parte de trás das coxas e parte inferior da coluna.
Geralmente um lado é mais doloroso do que o outro e tem origem nas articulações sacroilíacas. A inflamação das articulações entre as costelas e a coluna vertebral, também pode causar dor no peito, que piora com a respiração profunda. Ocorre lesão das articulações sinoviais e dos ligamentos adjacentes às vértebras, especialmente nos pontos de inserção
A dor na coluna é uma das queixas mais comuns nos consultórios médicos. Embora a grande maioria destes pacientes não tenha espondilite anquilosante.
As causas mais frequentes de dor na coluna são distensões ou entorses, hérnias de disco que podem ocorrer em qualquer idade. Em pessoas idosas, os problemas degenerativos como a osteoartrite, comumente afetam a coluna.
O diagnóstico da doença é baseado no conjunto de sintomas e nos exames de imagem (raios-x, tomografia computadorizada ou ressonância magnética) da bacia, da coluna e das articulações comprometidas.
A presença ou positividade do marcador HLA-B27 no sangue, é utilizado como recurso diagnóstico naqueles pacientes com achados clínicos e radiológicos sugestivos da doença e pode auxiliar o diagnóstico em pessoas geneticamente predispostas, visto que cerca de 90% dos pacientes com espondilite anquilosante, são HLA-B27 positivos.
Ainda não há cura para a espondilite anquilosante e o tratamento objetiva o alívio dos sintomas e a melhoria da mobilidade da coluna, permitindo ao paciente ter uma vida social e profissional normal. O tratamento engloba uso de medicamentos, fisioterapia, correção postural e exercícios, que devem ser adaptados a cada pessoa.