A febre amarela é uma doença causada por um vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue, chikungunia e zika.
A transmissão da febre amarela na forma urbana, não ocorre no Brasil desde 1942.
A forma da doença que ocorre no Brasil é a febre amarela silvestre, transmitida por outros mosquitos, em regiões fora dos centros urbanos.
É uma doença grave, que mata quase 50% das pessoas não tratadas e que se caracteriza por febre repentina, calafrios, dor de cabeça, náuseas, podendo levar também a sangramentos.
A vacina contra a febre amarela é elaborada com o vírus vivo atenuado e é produzida no Brasil.
Quem deve tomar a vacina
Devem ser vacinados apenas adultos e crianças que vivem em regiões endêmicas, isto é, regiões onde há casos da doença em humanos e em regiões onde há circulação do vírus entre animais (macacos). A vacina deve ser dada ainda a todas as pessoas que pretendem viajar para locais onde a febre amarela é endêmica.
Reações adversas
A vacina geralmente produz poucos efeitos colaterais que, entretanto, podem ser muito graves. É utilizada há mais de sessenta anos e os efeitos colaterais graves (incluindo óbitos) são raros.
Cerca de 5% das pessoas pode desenvolver febre, dor de cabeça e dor muscular, em cinco a dez dias após a aplicação. São pouco frequentes as reações locais.
Reações de hipersensibilidade são muito raras e geralmente atribuídas às proteínas do ovo, contidas na vacina. A ocorrência de encefalite é raríssima, tendo, a maioria dos casos, ocorrido em crianças vacinadas com menos de 6 meses de idade.
Nos casos de contraindicação deve-se pesar o custo-benefício para cada paciente. A indicação será sempre médica.
Quem não pode tomar a vacina
- *Crianças menores de 6 meses de idade ou menos, devido ao risco de encefalite viral.
- *Gestantes, em razão de possível risco de infecção para o feto.
- *Pessoas com:
- 1.imunodeficiências resultantes de doenças ou de drogas;
- 2.infecções pelo HIV/aids com sintomas ou não;
- 3.portadoras de neoplasias;
- 4.em uso de medicações ou tratamentos imunossupressores (corticoides, quimioterapia, radioterapia);
- *Pessoas com antecedentes de disfunção do Timo;
- *Doença febril grave, em curso.
Pessoas que tenham alergia a ovos, eritromicina ou gelatina e todos aqueles que apresentaram reações alérgicas a doses prévias da vacina.
Eficácia e tempo de proteção da vacina
*A eficácia da vacina é muito boa, conferindo cerca de 80% de proteção, que começa cerca de dez dias após a vacinação.
*A imunidade, no entanto, dura 10 anos, após o que deve haver nova vacinação.
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Mais informações disponíveis no site: saúde.es.gov.br