A hiperplasia prostática benigna é provavelmente o mais comum dos crescimentos tumorais que acometem o homem.
A possibilidade de que uma das mais comuns intervenções cirúrgicas, realizada na população masculina mais idosa, pudesse ser substituída por um tratamento medicamentoso ou minimamente invasivo levou a inúmeros estudos e pesquisas. A ressecção transuretral da próstata e a prostatectomia aberta representam, no momento, as melhores opções para o tratamento cirúrgico da HBP.
O tratamento farmacológico individualizado, de acordo com as particularidades bioquímicas e achados morfológicos de cada adenoma, está próximo.
A HPB produz obstrução ao fluxo urinário em função de dois componentes: O componente estático é dependente do volume e formato da próstata e o componente dinâmico é dependente da quantidade de estroma e do tônus da musculatura lisa da próstata.
O uso de bloqueadores alfa-adrenérgicos, terapia hormonal e fitoterapia são alternativas ao tratamento cirúrgico da próstata.
* Bloqueadores alfa-adrenérgicos
O tratamento com alfa-bloqueadores visa abolir ou reduzir ao mínimo o componente dinâmico por meio do relaxamento da musculatura lisa da próstata representando uma terapêutica efetiva na HPB sintomática, melhorando a qualidade de vida dos pacientes, com boa segurança, além de não levar à perda da libido ou desenvolvimento de impotência sexual.
O componente dinâmico representa, aproximadamente, 40% do total de fechamento da uretra posterior.
* Terapêutica hormonal
Este tipo de tratamento visa a redução do volume da próstata e, por consequência, diminuição da obstrução mecânica da uretra.
As células da próstata são sensíveis à ação da testosterona e todas as medidas que antagonizem a ação deste hormônio, podem promover a diminuição do componente estático ou mecânico.
Inibidores de 5-alfa-redutase, agentes progestacionais, antagonistas de receptores androgênicos e os análogos do LH-RH, são alternativas atraentes no tratamento hormonal da HPB, visto que bloqueiam a conversão de testosterona sem interferir com os seus níveis sanguineos. Promovem uma melhora da sintomatologia obstrutiva em 60% dos casos através da redução de 25% a 40% do volume prostático, sem levar à perda da libido e impotência sexual.
Entretanto, os efeitos colaterais como ginecomastia e impotência sexual limitam a utilização prolongada e rotineira.
* Fitoterapia
O tratamento mais antigo para a HPB é a utilização de ervas e provavelmente apresentam como mecanismo de ação a regeneração do epitélio prostático e a inibição dos fatores de crescimento da próstata.
A eficiência destes medicamentos é questionada e carecem de estudos científicos bem controlados e com seguimento de longo prazo.