O herpes simples é uma doença contagiosa identificada, na maior parte das vezes, pela presença de vesículas (bolhinhas) que aparecem nos lábios e pode acometer também os genitais.
O herpes simples é causado pelos vírus HSV-1 e HSV-2, que podem ficar latentes na pele sem provocar lesões devido ao bom funcionamento do sistema imunológico do indivíduo.
A infecção primária é definida como a primeira infecção em uma pessoa que nunca teve contato anterior com o vírus. Após a exposição o paciente poderá desenvolver as lesões da infecção primária, que geralmente são mais graves, ou apresentar uma infecção subclínica, na qual não existem lesões aparentes.
Após a infecção primária, o vírus tem a capacidade de permanecer no corpo humano sem nenhum sinal ou sintoma, podendo posteriormente ser reativado e produzir a doença recorrente (herpes recidivante), que geralmente é menos grave e de duração mais curta que a infecção primária.
A transmissão do vírus se faz principalmente por contato direto entre pessoas, mesmo que não haja lesão ativa. O tempo entre o contato e os sintomas iniciais é estimado em duas semanas. Em torno de 90% das pessoas tiveram ou terão contato com o vírus.
As lesões orais ou genitais do herpes simples costumam desaparecer sozinhas de sete a dez dias.
Depois que a infecção ocorre, o vírus da herpes se espalha até as células nervosas e permanece no corpo pelo resto da vida. Pode ressurgir de tempos em tempos e causar sintomas ou surtos de herpes.
As recorrências podem ser provocadas por excesso de luz solar, febre, estresse, doença aguda e medicamentos ou doenças que enfraqueçam o sistema imunológico (câncer, HIV/AIDS ou o uso de corticosteroides, por exemplo).
O tratamento, geralmente, é através do uso de cremes tópicos e somente em casos graves, é necessário o uso de medicamentos antivirais.
É difícil prevenir a infecção do herpes simples, pois o vírus pode ser espalhado mesmo por pessoas que não apresentam sintomas de um surto ativo. Evitar o contato direto com uma lesão aberta, reduz o risco de infecção.
Pessoas com herpes simples na região genital devem evitar contato sexual enquanto houver lesões ativas. A prática de sexo seguro também pode reduzir o risco de infecção.
As pessoas com lesões ativas devem evitar, contato com recém-nascidos ou pessoas com sistema imunológico deprimido, pois eles compõem grupos de risco para doenças mais graves.