Estima-se que um em cada dez adultos nos EUA tenha doença renal crônica, e muitos que têm a doença não estão cientes disto.
Os rins funcionam como filtros do sangue, excretando produtos desnecessários enquanto retêm outros valiosos do sangue filtrado, como as proteínas. Se esses filtros são danificados, eles inicialmente podem permitir a passagem de substâncias, como proteínas, do sangue para a urina.
Em estágios mais avançados, esses filtros fecham-se lentamente e perdem sua capacidade de filtrar, em um ou ambos os rins, dependendo da doença causadora. Quando ocorre o comprometimento renal bilateral definitivo, ele é chamado de insuficiência renal crônica.
Esse processo acaba por resultar em produção diminuída de urina (na fase inicial ocorre um aumento), com acúmulo de produtos de excreção no sangue e em tecidos do corpo. A hipertensão arterial não tratada e o diabetes são causas comuns de insuficiência renal crônica.
A doença renal crônica pode ser acompanhada de pressão arterial alta como consequência, que além de poder ser causada pelo dano renal, também acelera ainda mais a lesão renal e é uma importante causa de efeitos negativos da doença renal crônica em outros órgãos, incluindo risco aumentado de doença cardíaca e AVC, acúmulo de líquidos corporais, anemia, enfraquecimento dos ossos e comprometimento do modo como o corpo elimina medicamentos, que são eliminados pelos rins.
Fatores de risco
Além do diabetes e da pressão arterial alta, infecções ou doenças inflamatórias que afetam os rins, uso inapropriado de medicamentos são fatores que aumentam o risco de doença renal. Além disso, estudos de imagem que usam contraste iodado, podem ter um efeito negativo nos rins. A doença renal crônica às vezes tem caráter familiar.
Diagnóstico
A doença renal crônica se desenvolve lentamente, com poucos sintomas. Frequentemente não é reconhecida até que esteja avançada. Se for detectada cedo, o tratamento pode desacelerar ou evitar o declínio da função renal e diminuir os efeitos negativos sobre outras funções corporais. Alguns exames de sangue e urina são eficazes nesta identificação e deve fazer parte de um checkup periódico.
Prevenção da doença renal crônica
Para pacientes com diabetes, o controle ativo dos níveis de açúcar no sangue é crucial. A medição de hemoglobina A1c acompanha os níveis de açúcar no sangue ao longo de um período de três meses, e sugere-se que ela seja feita quatro vezes por ano. Para pessoas com pressão arterial alta, recomenda-se tratamento médico visando valores iguais ou menores que 120/80 mmHg.
Há determinados medicamentos para pressão arterial que também protegem os rins e reduzem a perda de proteína na urina. Adicionalmente, recomenda-se uma dieta específica.