A Constipação intestinal é o retardo ou dificuldade na eliminação das fezes, suficiente para causar desconforto significativo para o indivíduo. Pode significar que as fezes sejam duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
Estudos epidemiológicos apoiam uma associação entre constipação intestinal e a ausência de atividades físicas e a baixa ingestão de fibras, mas não a associam com a ingestão de líquidos.
O objetivo do artigo, publicado pelo The American Journal of Gastroenterology, foi avaliar a prevalência da constipação e suas relações com a ingestão de fibra alimentar e a ingestão de líquidos.
As análises foram baseadas em adultos com idade igual ou maior que 20 anos, onde a constipação foi definida como fezes mais endurecidas ou mais fragmentadas do que o “tipo de fezes habitual ou mais comum; além do conteúdo total de ingestão de fibras e de líquidos, obtido a partir de relatórios alimentares.
As covariáveis foram: idade, raça, educação, rendimentos, índice de massa corporal, estado geral de saúde autorelatado, presença ou ausência de doenças crônicas e níveis de atividade física.
Após ajustes estatísticos, os resultados mostraram que as taxas de constipação intestinal foram de 10,2% para as mulheres e 4,0% para os homens
Após o ajuste das variáveis, o baixo consumo de líquidos permaneceu um fator de predisposição à constipação entre as mulheres e os homens, no entanto, a ingestão de fibra alimentar não era um fator de predisposição.
Entre as mulheres, as variáveis raça/etnia, a obesidade e o nível de escolaridade mais elevado estavam significativamente associados à constipação.
Estes resultados suportam as recomendações clínicas para tratar a constipação com o aumento da ingestão diária de líquidos.