Apneia1 é a interrupção da respiração. Apneia1 do sono é a pausa transitória e involuntária2 da respiração que ocorre enquanto o indivíduo está dormindo. Normalmente, o centro respiratório nervoso continua ativo durante o sono, comandando a respiração, e a laringe3 permanece aberta para dar passagem ao ar respirado.
Apneia1 é a interrupção da respiração. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. A apneia1 do sono é a pausa transitória e involuntária2 da respiração que ocorre enquanto o indivíduo está dormindo. Normalmente, o centro respiratório nervoso continua ativo durante o sono, comandando a respiração, e a laringe3 permanece aberta para dar passagem ao ar respirado. Pode acontecer um mau funcionamento do centro nervoso ou a obstrução da laringe3 por uma deformação da via aérea, de amígdalas4 e adenoides grandes, do pescoço5 ou clavícula largos, língua6 grande que ?cai? durante o sono, etc. Isso faz com que a passagem de ar pela garganta seja dificultada.
Em geral, estes episódios de interrupção da respiração ocorrem repetidamente durante o sono e duram cerca de 10 segundos cada um, após o que a respiração normal é retomada. Em uma noite, podem ocorrer 20 a 30 desses episódios. Em cada apneia1 há um despertar neurofisiológico (e não necessariamente comportamental) ou, no mínimo, a passagem de um estado mais profundo a outro mais superficial do sono, o que acarreta a sensação de ?uma noite mal dormida?, com fadiga7, sonolência e mau humor no dia seguinte.
Causas da apneia1 do sono
A apneia1 do sono é mais frequente em homens do que em mulheres. O ronco que a precede já indica um fechamento parcial das vias aéreas superiores. Ele é causado pelo turbilhonamento do ar, ao ser forçado a passar por vias aéreas alteradas.
Há três tipos de apneia1 do sono:
- Apneia1 central (0.4% dos casos), em que a respiração é interrompida pela “falta de esforço respiratório”.
- Apneia1 obstrutiva (84% dos casos), em que a respiração é interrompida por um bloqueio físico ao fluxo aéreo.
- Apneia1 mista ou complexa (15% dos casos), em que há uma combinação dos dois outros tipos.
Alguns fatores contribuem para a apneia1 do sono:
- Obesidade8;
- Envelhecimento;
- Uso de medicações relaxantes ou de bebida alcoólica;
- Crescimento de tecido9 linfoide10 nas vias respiratórias.
- Deformidade dentária ou maxilar
Fala-se que há apneia1 do sono se ocorrem cinco ou mais episódios de parada da respiração por hora, apurados por um exame chamado polissonografia, que é realizado em clínicas especializadas. A importância da apnéia ou hipopnéia (diminuição da respiração) é o nível de redução de oxigênio no sangue circulante.
Os sintomas13 da apneia1 do sono podem estar presentes por anos ou décadas, sem identificação. Geralmente, o paciente se queixará de ?noite mal dormida?, sonolência diurna, dificuldades de atenção e de concentração, mudanças de humor, cansaço, déficit de memória, irritabilidade, depressão, redução da libido, impotência14 sexual, cefaleia15 e de dificuldades para dirigir automóvel ou desempenhar atividades que requeiram maior coordenação motora. A pessoa que assiste o paciente dormir relata roncos de maior ou menor intensidade.
O diagnóstico16 de certeza é feito através da polissonografia17, com o indivíduo dormindo uma noite inteira em laboratório especializado, ligado a aparelhos que registram vários parâmetros fisiológicos, como respiração, temperatura, frequência cardíaca, oximetria, tônus muscular, etc.
O tratamento da apneia1 do sono varia desde medidas gerais, tais como:
- Emagrecimento.
- Abstinência de álcool ou do cigarro.
- Tratamento de eventuais problemas nasais ou dos seios paranasais18.
- Cessação de uso de cafeína, realização de exercícios intensos, refeições abundantes e medicamentos sedativos antes de dormir.
Até mesmo intervenções cirúrgicas que visam desobstruir as vias aéreas:
- Cirurgias nasais.
- Adenoidectomias.
- Correção de distúrbios anatômicos, etc.
Alguns tratamentos mecânicos que facilitem a respiração também podem ser utilizados. O mais conhecido deles é o CPAP (continuous positive airway pressure), aparelho que auxilia a respiração positiva durante o sono.
Há também aparelhos intraorais, usados nos casos leves ou moderados. Recentemente, pesquisadores publicaram resultados favoráveis de sua pesquisa sobre exercícios fisioterápicos que procuram fortalecer os músculos21 da garganta e, com isso, melhorar a apneia1 do sono.