A Hiperidrose é uma condição médica na qual a pessoa sua excessivamente e de forma imprevisível. Pessoas com hiperidrose podem suar mesmo quando a temperatura está baixa ou quando estão descansando.
O suor tem importância fisiológica no controle da temperatura do corpo e da quantidade de líquido e sais minerais no organismo. Uma possível falha na regulação do sistema nervoso autônomo dos portadores desta patologia, faz com que as terminações nervosas simpáticas recebam quantidades excessivas de substâncias que normalmente são liberadas no organismo em situações de estresse, provocando o aumento da produção de suor pelas glândulas sudoríparas.
Digitar um texto, segurar um objeto, cumprimentar outras pessoas com um abraço ou aperto de mão, são algumas situações que costumam gerar constrangimento nos portadores de hiperidrose. O suor excessivo causado por uma disfunção nas glândulas sudoríparas afeta aproximadamente 3% da população mundial.
Axilas, pés, palmas das mãos e, mais raramente, as regiões da face e cabeça são as mais atingidas. A intensidade do suor varia, mas os impactos psicológicos costumam comprometer o estilo de vida e a autoestima de quem enfrenta o problema. Isto porque boa parte das pessoas desconhece que a hiperidrose tem tratamento e pode ser curada. Muitos pacientes sentem vergonha de sua condição e não conseguem se relacionar com outras pessoas, alguns desistem de seguir uma faculdade ou carreira profissional e até mesmo as crianças se sentem discriminadas por coleguinhas na escola porque as mãos estão o tempo inteiro molhadas de suor
A origem da disfunção ainda não está bem determinada sendo apontadas influências diversas ? fatores hormonais, emocionais ou psicológicos.
Há situações em que a hiperidrose se manifesta desde a infância. Em 40% dos casos o portador possui história familiar da doença. O ideal é buscar previamente uma avaliação multidisciplinar, incluindo dermatologista, psicólogo, endocrinologista em casos de suspeita de alteração hormonal, e o cirurgião torácico, em casos de maior intensidade ou falha terapêutica do tratamento clínico.
Embora as causas da disfunção ainda sejam desconhecidas, a medicina tem avançado com relação às formas de tratamento. Cremes dermatológicos, medicações orais e aplicação de toxina botulínica ? que bloqueia temporariamente a ação da glândula do suor, geralmente por um período de seis meses a um ano ? são algumas opções empregadas na terapia clínica dermatológica.
Nas formas mais intensas da patologia é indicado o tratamento cirúrgico, denominado Simpatectomia Torácica. Este procedimento é recomendado para tratar de forma definitiva os sintomas mais severos da hiperidrose. Por ser um método minimamente invasivo, realizado por vídeo, possui baixo índice de complicações e a cura gira em torno de 95%. A recuperação do paciente é rápida, facilitando o retorno às suas atividades habituais.