Segundo um estudo realizado no Brasil, cerca de 95% das pessoas entram em contato com o vírus varicela zóster. Na primeira exposição ao vírus, em geral na infância, ocorre a varicela (catapora).
Após essa infecção inicial, o vírus permanece em estado latente nos gânglios e pode ser reativado quando houver queda da imunidade, causando o herpes zoster.
No herpes zóster, a característica mais marcante é que as pequenas vesículas (bolhas) que se formam na pele acompanham o trajeto das raízes nervosas, dispostas em trajeto linear acometendo frequentemente o tronco, a face ou os membros, numa faixa que acomete sempre um só lado do corpo, não atravessando a linha média.
Como no herpes zóster a lesão é localizada, não há transmissão respiratória, mas pode ser transmitida através do contato, porque o vírus está ativo dentro das lesões vesiculares.
O maior fator de risco para a doença é a idade, pois 70% dos casos ocorrem em pessoas saudáveis (imunocompetentes) acima dos 50 anos. O declínio imunológico natural que ocorre progressivamente com o avançar da idade, resulta em incidência, gravidade e complicações maiores da doença em faixas etárias mais avançadas.
Dados mostram que 1 a cada 3 pessoas desenvolverá o herpes zóster durante a vida, chegando a 50% entre os indivíduos que atingem os 85 anos de idade.
A dor é o sintoma mais importante no herpes zoster. Ela costuma preceder o aparecimento das lesões e pode persistir por várias semanas ou meses após a resolução das lesões.
A dor crônica é a complicação mais comum do herpes zóster. Sabe-se que a neuralgia pós-herpética que ocorre após o quadro agudo, pode durar pelo menos três meses.
Em um estudo da dor aguda e o seu impacto no paciente com herpes zóster, 96% dos pacientes sentiram dor aguda.
Os principais objetivos do tratamento são limitar a extensão, duração e gravidade da doença na sua fase aguda e aliviar a neuralgia pós-herpética, com emprego de analgésicos e drogas antivirais, que devem ser iniciados precocemente.
No Brasil, já se pode contar com uma vacina em dose única específica contra o herpes zóster. Aprovada pela Anvisa para ser ministrada à partir dos 50 anos, fase em que as pessoas apresentam maior risco de desenvolver a doença. Além de reduzir um pouco a possibilidade de reativação do vírus, essa vacina previne a incidência da nevralgia pós-herpética e seus quadros dolorosos.