Tem havido um grande movimento na sociedade pelo bem estar, promoção de saúde e qualidade de vida. Isto se deve a maior longevidade observada na população pelos estudos demográficos. Informações cada vez mais disseminadas por diversos meios de comunicação sobre o assunto, estão à disposição de todos.
Embora muitas pessoas já tenham consciência dos perigos que o tabagismo oferece à saúde, da importância de uma alimentação adequada, dos benefícios da atividade física regular e da necessidade de se reduzir o uso de bebida alcoólica; na prática diária, ainda existe uma grande desconsideração a estes fatores de risco.
A adoção de hábitos ou estilo de vida, que não colaboram com a saúde, ainda tem sido difíceis de serem absorvidos. Sabotagem? Falta de amor próprio? O fato é que ainda existem muitas pessoas que continuam a colocar o seu bem estar em risco.
A principal barreira é o fato de que as pessoas não possuem a preocupação em manter o seu bom estado de saúde atual. Assim, quando não têm problemas de saúde ou são jovens, não tem o estímulo suficiente para adotar melhores hábitos.
Promover saúde se já a tenho, não é algo que me interessa! Essa visão imediatista e a falta de visão de médio e longo prazos para a sua própria vida, interfere na idéia de alterar comportamentos que favoreçam a saúde.
Outra barreira, não menos importante, é o próprio sistema de saúde voltado para a cura. Aspectos econômicos atrapalham os esforços dos profissionais de saúde em oferecer medidas de promoção de saúde e pessoas sem sintomas, não encontram motivos suficientes para buscar serviços médicos e orientação quanto aos fatores de risco.
Não é mais possível compreender a saúde, sem considerar a influência de fatores psicossociais e espirituais. Não considerar esse contexto compromete a compreensão ampla e necessária do significado de saúde e bem estar.
A doença representa um desequilíbrio orgânico e possui sempre múltiplas causas. Ao adoecer, o indivíduo mobiliza a mente, o corpo e o espírito. Essa íntima relação já é consenso entre os pesquisadores e tem influenciado, tanto na forma de se promover saúde e bem estar das pessoas, como no tratamento de doenças.
Uma das recentes conclusões, é que os atos de gentileza fazem com que o corpo, a mente e o espírito sintam-se bem. Isto não é apenas uma suposição, mas uma constatação explicada pela liberação de endorfinas no organismo, capazes de
provocar no indivíduo uma sensação de alegria e bem estar.
Para ter uma vida saudável e feliz, além dos cuidados com o estilo de vida, deve-se desenvolver em si mesmo, a gentileza e a solidariedade.